Warning: fopen(logs/log_ouvindo_opinioes.txt) [function.fopen]: failed to open stream: No such file or directory in /home/storage/6/a1/fc/edudelphipage/public_html/includes/edp_log.php on line 6

Warning: fwrite(): supplied argument is not a valid stream resource in /home/storage/6/a1/fc/edudelphipage/public_html/includes/edp_log.php on line 8

Warning: fclose(): supplied argument is not a valid stream resource in /home/storage/6/a1/fc/edudelphipage/public_html/includes/edp_log.php on line 9
 EduDelphiPage - Ouvindo Opiniões | A regulamentação da profissão Analista de Sistemas é bom ou ruim?

Ouvindo Opiniões

A regulamentação da profissão Analista de Sistemas é bom ou ruim?

Opinião escrita por Márcio Henrique da Silva

Sobre o autor: Bacharel em Sistemas de Informação
Especialista em Engenharia de Sistemas
Gerente de TI das Lojas Edmil
Professor de Eng. de Software e Banco de dados (Faceca)
Programador Delphi

Contato: marciohsilva@yahoo.com.br

Bom, é preciso muito cuidado ao opinar neste assunto. Certamente será impossível agradar a todos. Mas esta não é minha intenção, assim como, não é de contrariar um que seja.

Antes, porém, vou contar o que aconteceu comigo:

Logo que concluí o ensino médio (1992), eu queria cursar algo relacionado à informática. Talvez porque eu tenha me ingressado na área quando XT (4.77 Mhz) era novidade, pelo menos aqui no sul de Minas. Mas eu não tinha muitas opções, tentei federal, mas o máximo que consegui foi meu nome na lista de espera em Viçosa. O entusiasmo em fazer faculdade não era tão grande. Eu já conseguia ganhar meu dinheirinho dando aulas e desenvolvendo sistemas. Então, fiquei enrolando mesmo.

Em 96 consegui uma vaga como servidor público estadual. E o tempo foi passando. Em meados de 2000, só se falava uma coisa: "Quem não tiver curso superior não vai poder continuar como gerente de informática". Eu comecei a pesquisar cursos e a falar para os amigos que ia mesmo fazer faculdade.

Iniciei em 2003 e em 2007 já fazia especialização. Em 2003 mesmo eu já consegui um emprego melhor, onde estou até hoje.

Antes de ter feito faculdade eu dizia. "Tem gente aí que tem curso superior e não sabe tanta coisa assim!". De fato, eu conseguia pelo método "autodidata" escrever programas em Clipper que funcionam bem. Mas em alguns momentos eu sentia falta de alguma coisa. Eu não sabia bem o que era, mas imaginava que fosse conceito.

Bastaram alguns meses no curso, que a princípio era tranqüilo demais, para eu ficar entusiasmado. Enquanto os novatos quebravam a cabeça para entender "Begin", "while", "for" e outras coisas básicas, eu lia outros conteúdos. Acho que acabei aproveitando mais o curso, do que a média, por causa disso. E eu não era o único assim na sala de aula.

Agora que estou "namorando" um curso de mestrado, de preferência na área de TI, posso falar com mais propriedade sobre o significado da formação.

Faz muito bem para o ego dizer: "Eu sou formado, tenho diploma." Mas, o dia-a-dia continua exigindo muito. É preciso buscar conhecimento cada vez mais. E o título não aumenta saldo em conta corrente nem minimiza os esforços necessários.

Mas, me lembro bem do que disse meu professor de redes:

"Nós, profissionais, independente da área, somos como acrobatas no circo. Os aplausos dependem do salto espetacular. E para que ele seja espetacular não é obrigatório ter diploma de "saltador". Mas aquele que tem conceito se compara ao artista que pula sabendo que há uma rede para protegê-lo em caso de erro, enquanto que os outros, ao errarem o movimento, esborracham-se no chão".

Eu confirmo estes dizeres. Conceito faz a diferença. Mas seria possível conseguir conceito sem diploma? Claro que sim. Mas para poucos. É preciso muita disciplina, muito esforço. Quem não gosta de programação, não irá conseguir estudar algoritmo sozinho. Sem incentivo, sem notas, sem colegas, sem "recompensas".

E o conhecimento é uma rede, se não nos preocuparmos com todas as ligações, a rede pode apresentar pequenas falhas. Saber algoritmo ajuda até mesmo o usuário de informática.

Mas a regulamentação da profissão tem outros aspectos para serem analisados, além da formação acadêmica. Um deles é quanto aos bons profissionais atuantes no mercado que não têm título. Acho que o projeto aprovado não trata bem esta questão, a princípio, porque foca, essencialmente, análise de sistemas, ciência da computação e processamento de dados. Informática tem muitos outros perfis. O curso de sistemas de informação e muitos outros não foram citados.

Exigir comprovação de exercício da profissão para aqueles que não tem título requer muito mais do que carteira assinada. É preciso tratar deste assunto com mais carinho.

Quanto ao conselho, há muito que se pensar. Precisa de fato trazer benefícios para os profissionais que prezam a ética, a qualidade e o respeito à sociedade, bem como os colegas de profissão. Não se trata de ter apenas mais uma "panelinha" no mercado. Mas uma representação pautada no interesse coletivo, sem apenas se preocupar com a mensalidade do profissional.

De qualquer forma, eu vejo a iniciativa como positiva. Mas espero muito mais que este pequeno projeto. Quanto à preocupação com os maus profissionais, não vejo como um marco de justiça. Sabemos que muitas profissões regulamentadas há séculos, ainda estão recheadas de "pilantras", e isto não é culpa apenas dos conselhos. Tem muita gente que apoia os "cortadores de fila" e prefere contratar qualquer um que se sujeita a fazer parte de seu "esquema".

Não basta esperar ou torcer para que o projeto resolva os problemas, é preciso manifestar nosso apoio a um modelo que sirva para o crescimento profissional, valorização e que permita à sociedade ver com bons olhos quem assim a vê.

Para quebrar o gelo, eu gostaria de ser chamado de Informático.

Comentários

Nenhum comentário foi feito ainda
 

"Ouvindo" Opiniões (as mais lidas)

Em breve, aguarde!!!

Pharetra Sed Tempus

Morbi sit amet mauris Nam vitae nibh eu sapien dictum pharetra. Vestibulum elementum neque vel lacus. Lorem ipsum dolor sit dolore phasellus pede lorem proin auctor dolor loremmassa phasellus sit. More…

Outras edições da Revista Active Delphi